5 de setembro de 2015

Perdi?

Eu perdi.

Perdi o jeito pra escrita, perdi o jeito pra ter blog. Abro o Word, penso um pouco, penso mais, penso demais e nada. Só aquela página desprovida de cor (ou, no caso, provida de todas) olhando pra mim e me perguntando o que também quero saber: cadê a inspiração?

Deve ser o auge do desespero - e da própria metalinguagem - escrever justamente sobre isso. E já vou pedindo perdão, totalmente consciente do fato. Mas, partindo do pressuposto de que autor fala do que sente, não chego a estar errada. Talvez assim chegue a alguma conclusão - ou a conclusão alguma. 

Porque escrever, no sentido literal da coisa, não é difícil. Não mesmo. É só apertar teclas, juntar letras e formar frases intercaladas por pontuações aqui e ali. Claro, há de se ter certa intimidade com a gramática - mas não é disso que se trata. O ato, em si, é mecânico. Só que as frases têm de ser parte de um parágrafo que, por sua vez, forme um texto de sentido relativamente interessante e embasado. E é aí que entra o problema.

Geralmente, escreve-se sobre o amor. Aliás, dores de amor. O cara que deixou a menina em prantos, a menina que pisou no coração do cara, esse tipo de coisa. Mas não tenho esse tipo de experiência pra colocar no papel (nem espero ter!) e, acredite, já tentei dar uma de Fernando Pessoa. Não foi possível. Próximo plano.

Daí, se não é assim, o texto pode se basear num episódio cotidiano; também pode ser história fantástica. Pra essas possibilidades, uma resposta: meu cotidiano se resume em livros, e estes nada têm a ver com imaginação ou abstração. Além disso, minhas produções textuais mais recorrentes são dissertativo-argumentativas, forçadas e moldadas para o aplauso de corretores. Aí está, inclusive, uma hipótese à questão: minha criatividade tem sido cortada e, minha escrita, podada. (Olha só o formalismo - um tanto oscilante, mas tudo bem - desse texto!)

Por favor, que não se doam os amigos e o amor (que não deixa de ser amigo). Não é que vocês não deixem os meus dias maravilhosos. Não são vocês, sou eu - e isso nem é conversa fiada de quem quer terminar relacionamento, sério. Talvez eu não tenha vocação pra criar enredos e, se tenho, ela tá dando um tempo comigo.

Só espero que não esteja querendo terminar de vez.

Faz tempo que não posto, né? Esse texto pode explicar alguma coisa. Queria ter escrito mais, dito mais, mas perdi o fio da meada (!) e ficou por aí mesmo. Vocês também passam por isso?

4 comentários:

  1. Oiçam este poeta de tostão
    Que já prometeu e pediu uma mão
    Oiçam a palavra salgada de saliva
    Não tenho muito lugar, em ti, paixão


    Passei para te desejar uma radiosa semana

    Doce beijo

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  2. Oiçam este poeta de tostão
    Que já prometeu e pediu uma mão
    Oiçam a palavra salgada de saliva
    Não tenho muito lugar, em ti, paixão


    Passei para te desejar uma radiosa semana

    Doce beijo

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  3. Eu também já fiquei um tempão sem postar, agora eu quero voltar com tudo, porque quero fazer o que eu gosto, que é escrever... Beijos

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  4. ciaaaaaaao!!! eu também tenho essas crises - aliás, minhas crises duram até ANOS. o importante é continuar sentindo, seguindo em frente. uma hora a inspiração vem! <3

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