31 de janeiro de 2016

Dá licença?


Sabe, isso cansa.

Já deve ser a quinta ou milésima vez que tento reler o enunciado da questão sobre Barroco - novamente, sem sucesso.

Como é que é pra eu me concentrar com você invadindo meus pensamentos?

Ah, Gregório de Matos Guerra. Tinha a alcunha de boca do inferno. Mas boca... O formato da sua é tão lindo... E Guerra é o que tá acontecendo aqui na minha mente. Sinceramente, dá pra dar licença?

Se bem que, não, fica... Fica! Quer dizer, primeiro vem. E aí fica pra não sair mais. Quem foi que falou em licença? Só quero licença pra escrever minhas baboseiras. Ridículas, claro, como todo texto apaixonado tende a ser. Mas, ainda que a contragosto, admito: verdadeiras.

Porque meus labirintos mentais apontam pro teu toque, pro teu sorriso, pra um ciúme do próprio ciumento*. Ou da própria ciumenta, nesse caso. Pode me chamar de louca - se já não me acha. Mas a culpa é sua, por ser tão... Você. Tão cativante, tão meu, tão...

Chega. Barroco. Questão 4, letra C.

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*referência a "Soneto de Carnaval", de Vinicius de Moraes.

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